HISTÓRIA - A SMM foi fundada oficialmente em 15 de dezembro de 1949.

A história da Sociedade Médica se confunde com a história de Maringá. Os médicos que fundaram a entidade vieram junto com os   desbravadores. E com eles, concretizaram a base de lançamento dessa verdadeira metrópole.

Categoria desorganizada não é categoria. O corporativismo que, invariavelmente tem conotações negativas, é uma conseqüência natural da aglutinação de interesses comuns. A sociedade é um todo, mas esse todo é formado por segmentos que divergem e convergem interesses de acordo com as características de cada um.

A Sociedade Médica, obedecendo à lógica do espírito de corpo, foi fundada há meio século, exatamente para servir de referência aos profissionais da medicina, que chegaram juntos com os desbravadores para fazer de Maringá uma das maiores e mais importantes cidades do Sul do Brasil.

 

OS PRIMEIROS ANOS

Em 1950, formavam-se filas enormes na Av. São Paulo, onde ainda hoje funciona o consultório do Dr. Leandro Luz. Eram peões, que aguardavam a vez para fazer o exame pré-admissional da Companhia Melhoramentos Norte do Paraná. Leandro atestava a saúde dos trabalhadores que para cá vieram derrubar a mata virgem. Onde havia fila de peões, brigas eram uma constante. E saiam brigas violentas, até com facadas e facãozadas. Precavido, o médico baiano resolveu contratar seguranças. Colocou para organizar as filas, dois "guarda-roupas" que, depois de intimidarem alguns briguentos, conseguiram estabelecer a paz que o ambiente de trabalho do médico exigia.

Em 1951 um grupo de 16 médicos decidiu se reunir e, de comum acordo, lançar uma tabela de honorários. Nem todos os profissionais participaram, alguns preferiram critérios próprios de cobrança de seus serviços.

 

Histórias e histórias

"O começo foi difícil. A gente tinha que ser muito determinada para olhar aquela mata virgem, aquele povoado sem nenhuma infra-estrutura e não sentir vontade de pegar o caminho de volta", recorda a Dra. Iorfinda Moura que, vindo do interior de São Paulo chegou à região em 1948.

Antes de se estabelecer em Maringá ela fez uma pequena parada em Marialva, onde instalou clínica e depois, em companhia do marido Francisco Caponi de Melo, construiu o Hospital Samaritano. Até se mudar para Maringá enfrentou muita chuva e barro na luta diária, indo e vindo de trem, de segunda a sexta-feira. Em 1952, logo depois de ver o irmão Hiram Mora Castilho se formar, resolveu adquirir um terreno da Companhia Melhoramentos, que pagou em suaves prestações mensais. Pago o terreno, Dra. Iorfinda iniciou a construção daquele que viria a ser um dos maiores hospitais do interior do Estado, o Santa Rita. Hiram chegou para ser o primeiro ortopedista da cidade. Os irmãos prosperaram como médicos e como empresários do setor hospitalar, o que pode ser facilmente comprovado através da imponência e da importância do Santa Rita.

Primeira pediatra de Maringá, Thelma Villanova Kasprowicz é uma colecionadora de histórias emocionantes sobre dificuldades da profissão e alegrias do ofício. Filha do primeiro prefeito Inocente Vilanova Júnior, Thelma começou a atender na Santa Casa em 1957. De Curitiba, onde se formou, trouxe a hidratação venosa. "Até então, só se fazia aqui, hidratação oral e raramente subcutânea", relembra.

Os recursos laboratoriais da cidade eram parcos. Isso obrigava os médicos a se valerem dos exames clínicos e da observação de cor, odor e características específicas para elucidar o diagnóstico. No caso de quem atendia na Santa Casa a situação se complicava um pouco mais, porque doentes eram deixados na portaria por seus parentes e muitas vezes o médico atendia sem saber nada sobre o paciente, nem ao menos o mal que o acometida. Ao lado da irmã Mitizy (primeira médica anestesista da cidade), Thelma também se refere ao passado com boa dose de nostalgia: "naquele tempo a relação médico-paciente era uma relação de profundo respeito e gratidão". Dra. Mitizy, que foi casada com Robson Menon, o primeiro cirurgião de tórax de Maringá e presidente da Sociedade Médica por duas vezes, endossa o que a irmã afirma: "Freqüentemente os pacientes presenteavam os médicos com as coisas do campo. Assim, era comum que pacientes chegassem no hospital com porcos, galinhas, ovos e verduras". Thelma aproveita para lembrar que esses presentes eram destinados à manutenção da cozinha do hospital.

Era comum o atendimento no sítio. Para muitos médicos, o Jeep foi um companheirão. "Com chuva ou com sol, a gente chegava", lembra Dr. Said Felício Ferreira, que admite já ter se atrasado para fazer parto, mas que chegava, chegava. Nos casos de falta de estrada, não havia Jeep que desse jeito. Aí, apelava-se para o quadrúpede. O cavalo era a solução mais prática e segura para se vencer a lama.

Antes de vir para Maringá, Said Ferreira trabalhava em Atalaia, onde tinha um hospital de madeira.

As cirurgias noturnas eram acompanhadas por um grande número de curiosos que ficavam num bar em frente, comentando o possível sucesso ou fracasso da operação. A avaliação dependia muito do tempo em que as velas do centro cirúrgico ficavam acesas. Quando escurecia a sala de cirurgia os freqüentadores do "boteco" sentenciavam logo: "a operação foi um sucesso". Mas quando a luz demorava a se apagar, o comentário era outro: "hoje parece que o turcão se enrolou", dizia o dono do estabelecimento, 9lhando para a freguesia que balançava a cabeça em sinal de concordância.

O radiologista Carlos Américo lembra do seu casamento no início dos anos 60, para mostrar como a classe médica era unida: "estavam todos os médicos de Maringá na cerimônia religiosa e na festa. Guardo até hoje a lista dos presentes, assinada por todos".

Um dos mais antigos e experientes cardiologistas de Maringá, Mário Peixoto sente saudade dos tempos memoráveis das jornadas e congressos médicos. "Além da atualização, da reciclagem, os profissionais estavam sempre unidos em torno do objetivo comum, que era a melhoria da medicina que se praticava aqui".

 

Marca do pioneirismo

 

A Sociedade Médica surgiu da    necessidade que os médicos tinham de se organizarem, de             estabelecerem critérios éticos para o exercício da profissão e, sobretudo, de criarem um ponto de referência para o desenvolvimento da ciência       médica por essas terras ainda inóspitas.

Havia uma pequena referência, mas ela estava a 100 quilômetros. A Associação Médica de Londrina era uma espécie de tábua de salvação quando uma circunstância ou outra invocavam a necessidade corporativa. E foi por inspiração do presidente da AML na época, Dr. Justiniano Clímaco da Silva, que alguns médicos de Maringá decidiram se unir e criar a entidade. A Sociedade Médica, então, nasce de conversas isoladas e de reuniões de fim de tarde nos consultórios.

Ela foi fundada oficialmente no dia 15 de dezembro de 1949, quando Maringá tinha apenas dois anos. O primeiro presidente foi ninguém menos do que o primeiro médico da cidade, o Dr. Lafayete da Costa Tourinho. Sócios fundadores: Drs. Lafayete da Costa Tourinho, José Gerardo Braga, Galileu Pasquinelli Filho, Waldemar Prandi, José Hauaere e Ivaldo Borges Horta.

A primeira sede própria só veio em 1969, quando a SMM se instalou no oitavo andar do Edifício Atalaia, de onde saiu em 1990 para o prédio atual, cuja construção. foi iniciada em março de 95.

Já no início dos anos 50 Maringá dava sinais de que se transformaria em um grande centro médico-hospitalar. . Foram surgindo inúmeras clínicas e atrás delas, vários. hospitais. Em 1954, a Diocese de Jacarezinho já viabilizava. a implantação de uma Santa Casa nessa região. A Santa. Casa de Misericórdia de Maringá começa a funcionar. então, como primeiro hospital da cidade, em 1954. Depois. viriam, entre outros, o Hospital Maringá, o São José. (precursor do Modelo), o Santa Helena, o Santa Lúcia, o . Santa Rita, o São Francisco, o São Marcos...

A Santa Casa merece uma referência especial, face à . sua característica de hospital filantrópico. mantido por uma : instituição religiosa, lembra o médico Carlos Antônio . Assinelli, que veio para cá em 1959, após fazer . especialização em obstetrícia: "Todos os médicos que . atuavam nessa época sofriam com a falta de infra-estrutura . da cidade e de instrumentalização dos hospitais. Tínhamos . que improvisar quase tudo, desde o respirador, que eram . as garrafas plásticas, até os locais para atendimento".

A Santa Casa foi montada em um grande barracão de . madeira, onde antes funcionava um salão de baile. Ali . não havia nem a garantia do fornecimento contínuo de . energia elétrica. Não raro, a luz acabava no meio de uma . cirurgia, o que aliás não era privilégio do Dr. Asinelli e . nem do médico alemão Thilo Hune, primeiro cirurgião . da Santa Casa. Galileu Pasquinelli cansou de operar à luz . de vela no Hospital São José, experiência vivida por quase . todos os profissionais que chegaram aqui nas primeiras . décadas da colonização.

Da precariedade dos prédios de madeira não escaparam . nem os Raios-X, cujos laboratórios carecem de paredes . especiais, por causa da radiação. Que o diga o radiologista . Carlos Américo de Moraes Silva, que já nos anos 50

trabalhava em Maringá com o único instrumento de imagem que o médico dispunha para fazer seus diagnósticos. O Dr. Osvaldo Barros de Aguiar mandava retirar os pacientes da sala de espera sempre que precisava "bater uma chapa". "Quando a gente acionava o equipamento, parecia uma explosão de bomba atômica, todo mundo saia correndo", recorda Dr. Carlos Américo.

Os problemas que os médicos enfrentavam com a falta de estrutura não tinham limites. Mas há uma unanimidade entre os mais antigos: "mesmo sem o aparato técnico ultramoderno de hoje, a gente era feliz e não sabia". O relacionamento médico-paciente era mais humano. Havia um lado afetivo, preponderante na cura do doente.

José Uzan, por exemplo, lembra com saudade do tempo em que nasciam fortes relações de amizade entre o médico e o paciente.

Durval de Oliveira Cabral chegou a se emocionar quando uma senhora simples lhe trouxe do sítio, uma sacola de frutas e verduras como manifestação de apreço por ter-lhe salvo a vida.

Esta é, alías, uma frase que todo médico gosta de ouvir. "Cala fundo no peito quando o filho de um paciente nos diz com toda a sinceridade que caracteriza as pessoas simples: "Dr. graças ao senhor, meu pai está curado", revela em sessão nostalgia o médico Sérgio Doveinis.

Dono de Hospital, Michel Felipe também não esquece os momentos emocionantes que a medicina lhe proporcionou: "Hoje tenho uma vida diferente, deixei de ser médico e virei homem de negócios. Mas nada foi tão marcante na minha vida quanto a convivência com pacientes e colegas médicos no Hospital Santa Lúcia". Ao optar pelo setor de revenda de automóveis, Dr. Michel entregou o Santa Lúcia para os amigos Ricardo Plépis e Willian Watfe.

A medicina, como ciência, não comporta brincadeiras, mas também tem seu lado prosaico. O dia-a-dia do médico é sem dúvida estressante, mas alterna momentos difíceis, com instantes alegres e aberturas para que, não raro, a tragédia caminhe de mãos dadas com a comédia. É centrado na realidade que este trabalho vem entrecortado por narrativas sisudas, com informações técnicas, costuras cronológicas e fatos tragicômicos, como os que registram apuros vividos por pioneiros, casos de Leandro Luz, Waldir Coutinho, Galileu Pasquinelli, Ricardo Plépis e o primeiro médico do município, Lafayete Tourinho.

A ciência médica não pára de evoluir. E sempre para melhorar a vida das pessoas, trazendo, inclusive, esperança de cura para doenças de difícil tratamento, como foi o caso da lepra, que no final dos anos 50 provocou pânico nos 12 mil habitantes de Maringá.

 

Coisa do destino

O registro de uma quase epidemia, trouxe para cá em 1957 o médico Sebastião Rodrigues Pimentel, recém­formado em Recife (Pernambuco).

Aprovado em concurso federal, ele foi designado para cuidar dos leprosos no Norte do Paraná.

Ao chegar, encontrou uma uma barricada intransponível dos doentes contra as terapias prescritas para mal tão apavorante. Revoltados com a internação e o confinamento compulsórios, os doentes reagiam com compreensível agressividade a qualquer aproximação da autoridade sanitária. "Eu cheguei a ter cano de espingarda encostado no meu rosto por doentes que se recusavam ao tratamento. Aos poucos fui quebrando a resistência, fazendo-os compreender que vim para ajudá-Ios e que os métodos de tratamento que eu trazia não incluíam sanatórios ou qualquer outro tipo de violência", lembra Pimentel. E como haveria ele de esquecer aquele doente de espingarda na mão em uma casa de Paiçandu, tentando evitar a aproximação do médico? "Foram momentos de tensão, só aliviados com muita conversa", recorda. Este é um fato histórico da mais alta relevância. A vinda de Sebastião Pimentel para Maringá marca uma nova era no tratamento dos leprosos. Com ele veio a sulfa, substância que liberou os doentes do confinamento e deu a eles uma nova esperança de cura. Pimentel se arrepia quando lembra da batalha que enfrentou para monitorar a lepra na região, onde acabou fincando raízes.

 

CONQUISTAS

Sede própria, aperfeiçoamento

A sede própria da Sociedade Médica foi conquistada nos anos 60 quando Or. Said construiu o Edifício Atalaia. "Foi difícil negociar com o turco", lembra um dos diretores da época, o cardiologista baiano Durval de Oliveira Cabral. Said tem um ataque de riso e contesta Cabral, lembrando que a Sociedade Médica demorou 5 anos para lhe pagar, o que fez em suaves prestações. "Mas o que importa é que a entidade conseguiu sua casa própria, num momento importante da história da cidade e da medicina local". A nova sede possibilitou a elaboração de calendários ainda mais intensos de jornadas e congressos. Mário Uns Peixoto, refuta de importância fundamental para o aperfeiçoamento dos profissionais a vasta gama de congressos e jornadas médicas que a SM promove desde o final dos anos 50. Jornada como a de outubro de 1957, quando estiveram aqui, entre outros "papas" da medicina, os Ors. Paulo Barros, do Hospital dos Servidores do Rio de Janeiro, que falou para ginecologistas sobre "técnicas cirúrgicas de histerectomia por via baixa"; Fernandes Pontes, da Faculdade de Medicina de São Paulo, com a palestra "Princípios gerais e tratamento médico de úlcera péptica em geral/ considerações especiais sobre o tratamento da úlcera no estômago"; Renato de Toledo, livre docente da Escola Paulista de Medicina, sobre "Prevenção da cegueira, contribuição do médico clínico".

De 23 a 26 de outubro de 1958, a V Jornada Médica . trouxe em sua Sessão Científica o tema Discinesias. Biliares. Por aqui desfilaram especialistas de renome . nacional, como o Or. José Vilela Pedras (RJ), Or. Paulo . de Almeida Toledo (SP) e Or. Oscar Aisengart (Curitiba). A Jornada Médica de 1959 foi um grande evento para “Mas o que importa é que a entidade conseguiu sua casa propna, num momento importante da história da cidade e da       própria história da   medicina local”.

a cidade, talvez o principal da programação festiva das comemorações do décimo segundo aniversário do município. O evento terminou com um grande baile no salão amarelo do Grande Hotel, animado por Ernanie e seu Conjunto, de São Paulo. Muitos outros congressos e jornadas ocorreram ao longo dos anos. E foi graças a esse tipo programação que a Sociedade Médica pôde contribuir decisivamente para o aperfeiçoamento técnico­científico dos profissionais que aqui militam. O Or. Mário Lins Peixoto, que fez parte de uma diretoria que tinha Décio Casarin, Waldemar Rodrigues de Lima, Walter Ferreira da Silva e Ivaldo Borges Horta, não tem dúvida quanto ao papel da SM no processo de elevação de Maringá à condição de um dos maiores centros médicos do interior do país Os eventos promovidos pela Sociedade Médica sempre tiveram boa cobertura da imprensa local e regional. Veja o que escreveu a Folha de Londrina sobre a Jornada de 1959:

 "O dia 28 do corrente está assinalado no calendário social de Maringá como dos mais festivos quando terá encerramento a Jornada Médica, promovida pela entidade dos facultativos locais. Os ritmos da noitada serão oferecidos pelo conjunto Kings, de Curitiba. E o local escolhido peja Sociedade Médica será o Salão Amarelo do Grande Hotel':

 

Em 1972, foi realizado o primeiro Congresso Paranaense de Cardiologia, Coordenado pelo Dr. Mário Lins Peixoto.

 

Ainda na década de 70 (1971), um grupo de médicos, os mais ligados a insuficiência respiratória, problemas hemodinâmicos e distúrbios metabólicos, reuniram-se e formaram uma Unidade de Terapia Intensiva, no Hospital Santa Rita. Uma sala terceirizada aos médicos Mário Lins Peixoto, Cláudio Sandri (cardiologistas); Valdemar Rodrigues de Lima (pneumologista e cirurgião torácico); Fábio Junqueira Vilela Pedras (anestesiologista).

Estava montada a primeira UTI de Maringá, com 03 (três)  leitos. Foram fundamentais as enfermeiras, Nair Nunes e Elza Thomé Gumieri, que tinham experiência com o respirador, o famoso (na época) Bird-Mark-7. Foi um avanço para Maringá!

O Hospital Santa Rita, contava com um corpo clínico fantástico (Anestesiologiasta – Dr. Fábio Junqueira Vilela Pedras; Cir. Torácica – Drs.  Mário Lins Peixoto e Cláudio Sandri; Gastroenterologia e Cirg. Geral – Drs. Alfredo Garcia e Francisco Caponi; Ginecologia – DR. Walter Álvaro da Silva e Iorfinda Mora; Neurologia e Neurocirurgia – Drs. Nelson de Brito, Dr. Oswaldo R. Truite e Douglas Jozolino; Ortopedia – Drs. Hiram M. Castilho, Alber de Brito e Fumiya Horita, Pediatria – DR. Murilo narciso, Urologia – Drs. Aleudo Santana, Hélio Pozzobon e Marcelo ......  , Angiologia e Cir. Vascular – Dr. João Belczack Neto) e recebia os politraumatizados de toda região, inclusive do Sul do Mato Grosso, Paraguai, etc...Por isso, foi importante aumentar o numero de leitos da UTI. O Dr. Hiram Mora Castilho, diretor-proprietário do hospital, assumiu a administração dessa nova UTI, em 1975. Foram mantidos os médicos do corpo clínico e a chefia da enfermagem ficou sob responsabilidade da querida enfermeira Biga (Maria Marchi Giamelli) e as  Enfermeiras Nair Nunes e Elza Thomé Gumieri. O tempo pasosu e hoje contamos com várias UTIs, sofisticadas, com equipamentos de pontae com intensivistas da melhor qualidade, outro avanço!!

 

SOCIEDADE MÉDICA

Lutas que marcaram

Como entidade de classe, a SMM é um ícone importante para o crescimento dos médicos enquanto categoria profissional. Esteve diretamente envolvida nas grandes conquistas e nas campanhas de defesa dos interesses dos médicos aqui radicados.

Em 1959, por exemplo, a Sociedade defendeu seus associados de uma campanha feita pela União Maringaense dos Estudantes Secundários para forçar desconto nas consultas de quem tivesse carteirinha da UMES. Na verdade, a diretoria da SMM se mostrou disposta a dialogar com os estudantes, mas antes de qualquer discussão eles foram para um jornal local e deram o benefício como conquista consumada. Tal precipitação irritou a diretoria da SMM, que decidiu contestar as ações da UMES.

A entidade também fez campanha contra a tentativa do IAPS de impor ao médico um programa de atendimento de beneficiários, que era prejudicial inclusive aos próprios pacientes. Quem foi para a imprensa falar em nome da categoria foi o Or. Waldir Coutinho.

Em agosto de 1963, Dr. Waldir Coutinho se insurgiu, em nome da SMM, contra um tal de SAMDU, imposto pelo ministro do trabalho Amaury Silva aos médicos de todo o BrasiL Waldir Coutinho bombardeou o SAMDU nos microfones e nas páginas dos jornais locais. O programa previa plantões de 24 horas, quando a SM defendia jornadas de 4 a 5. O cardiologista Mário Peixoto também foi para a imprensa "botar a boca no

trombone".

      Em maio de 1961 a Sociedade Médica se lançava numa campanha a favor da ética profissional o movimento teve grande repercussão, principalmente após uma assembléia realizada no dia 31, na qual foi tirado o seguinte documento:

“A Sociedade Médica de Maringá resolveu, em Assembléia Geral Extraordinária realizada às 20:30 horas do horas do dia 31 de maio de 1961, no Grande Hotel Maringá, somente iniciar o movimento com o apoio unânime de seus filiados. Esta é a condição fundamental do sucesso dessa campanha moralizadora. Instituiu, nessa assembléia, um compromisso de honra chamado inter-profissional dos médicos da SMM e que é o seguinte:

."Nós, membros da Sociedade Médica de Maringá, abaixo-assinados, cientes da magnitude' do movimento de reposição da classe no alto nível' social que sempre ocupou, firmamos o presente  protocolo como testemunho vivo do nosso apoio ao referido movimento. Esta adesão representa a união de todos os componentes da Sociedade Médica de Maringá em torno dos ideais comuns de dignificação da profissão médica, e acima de  quaisquer interesses individualistas. Representa em particular o compromisso tácito de que nenhum dos signatários aceitará qualquer emprego em instituição previdencial a partir desta data, . unindo' seus esforços aos da Sociedade Médica de Maringá, no sentido de que todos os serviços médicos da cidade, se pautem pelas únicas normas condizentes com a ética profissional:

01 - Livre escolha do médico por parte do insurgiu, em nome da SMM, contra um tal de . cliente.

02 - Remuneração por unidade de serviço.  Obrigamo-nos ainda, a não invalidar ou  denunciar este protocolo, exceto anuência, por  escrito, da totalidade de seus signatários. De acordo com o texto acima, firmamo-nos. Tal protocolo tem caráter definitivo, isto é, todo médico para clinicar na cidade,deve fâzer parte da Sociedade Médica e assumir o compromisso de honra.

Tendo em vista a defesa do movimento, foi instituído um compromisso de honra entre os diretores de hospitais, radiologistas, analistas, especialistas, etc, que é o seguinte:

            Nós, abaixo assinados, médicos, radiologistas, laboratoristas, analistas, anátomo'patologistas, transfusionistas, anestesistas, físioterapêutas, cardiologistas, diretores de hospitais, todos membros da Sociedade Médica de Maringá, em assembléia geral extraordinária, realizada às 20:30 horas no dia 31 de maio de 1961, no Grande Hotel Maringá, de livre vontade deliberamos endossar os conceitos contidos neste protocolo e assumir os compromissos nele expressos que são respectivamente:    

            1°) Este protocolo é lavrado no interesse exclusivo da ordem do exercício profissional da medicina em Maringá, do bom atendimento dos doentes que nos procuram e da retribuição justa e equânime dos serviços por nós prestados à população

            2º) Reconhecemos que a Sociedade Médica de Maringá, representada por sua diretoria eleita, é o órgão a que está afeta à defesa do nível técnico da medicina dispensada ao povo de Maringá e do. Norte do Paraná, assim como também à defesa dos interesses coletivos dos médicos de Maringá.

            3°) Comprometemo;'nos respeitar a tabela de  honorários mínimos, baixada pela Sociedade Médica de Maringá, com relação aos doentes sob  responsabilidade das instituições de previdência.

            4°) Comprometemo,nos a não atender aos doentes que nos sejam enviados por médico, quando este se tenha recusado a endossar o protocolo inter,profissional dos médicos da Sociedade Médica  de Maringá.

            5°) Comprometemo,nos a restringir ou suspender a prestação dos nossos serviços a um determinado sócio da Sociedade Médica de Maringá, ou daqueles colegas que se tenham negado a assinar o protocolo inter-profissional sempre que  tal medida nos for solicitadas por escrito, pela diretoria da Sociedade Médica de Maringá.

            6º) Comprometemo-nos a não denunciar ou invalidar este protocolo, exceto anuência, por escrito, da totalidade de seus signatários”.

 

POLíTICA

Médicos na política

 

A classe médica sempre teve uma presença marcante na comunidade. Principalmente em municípios menores, onde o médico é uma espécie de autoridade, alguém que os setores organizados gostam de ouvir.

            Em Maringá dos anos 50, 60 e até 70 não foi diferente. Essa liderança natural acabou levando alguns médicos a postos chaves da administração pública municipal. O cargo maior, inclusive, foi exercido três vezes por médicos. Luiz Moreira de Carvalho foi eleito sucessor de João Paulino nas eleições de 1964. Said Ferreira foi prefeito duas vezes. Pela Câmara Municipal passaram vários médicos, como por exemplo: Helenton Borba  Cortes, Ricardo Plépis, Leonardo Grabois e mais recentemente, Marco Antônio Rocha Loures, Femando Barros, Kunihiro Nita, Antônio Carlos Pupulin e Manoel Batista, candidato a prefeito nessas eleições de 2000. Jorge Sato, um dos mais destacados deputados estaduais da história política do município, também era médico. Junto com o Dr. Toshio Kohatso, fundou em 1958 o Hospital São Francisco (depois adquirido pelos médicos Minao Okawa, Hiromi Yamaguchi e Murata . Massaki) Vale lembrar que o Hospital São Francisco foi uma espécie de precursor do Hospital Paraná.

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